quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CURIOSITY ENCONTRA OBJETO BRILHANTE NO SOLO DE MARTE


 
Um pequeno objeto brilhante, visível em uma das fotografias enviadas à Terra desde Marte pelo robô Curiosity, chamou a atenção dos cientistas, informou nesta terça-feira (9) a Nasa.
No dia marciano 61 de sua missão, Curiosity, que pousou sobre Marte em 6 de agosto, levantou uma porção de areia e pó em sua bandeja de 4,5 x 7cm e a expôs perante seus câmeras.
Em algumas das imagens, perto da beira inferior das fotografias transmitidas desde Marte, os cientistas distinguiram um pequeno objeto brilhante que poderia ser um pedaço do próprio robô.
No dia marciano 62, que foi concluído às 04h23 (horário de Brasília) de terça-feira, os técnicos do Laboratório de Propulsão em Pasadena, Califórnia, que dirigem a missão de dois anos, suspenderam o uso do braço do robô e se dedicaram a obter mais imagens do objeto.
A Nasa mostrou em seu site um vídeo composto por 256 quadros da câmera no mastro do Curiosity, à razão de oito quadros por segundo mais quadros interpolados, para que transcorram à velocidade real na versão de 32 quadros por segundo.
No vídeo, é possível ver como a bandeja vibra para desprezar o excesso de pó e areia recolhidos. A vibração, segundo a Nasa, serve, além disso, para mostrar as características físicas da amostra recolhida como, por exemplo, a ausência de pedregulhos.
A cratera Gale, onde o Curiosity desceu em Marte, esteve coberta por correntes de água de aproximadamente um metro de altura, algo que mostra que o planeta pode ter abrigado vida, disse a Nasa.
As câmaras do Curiosity proporcionaram a primeira prova de que no planeta vermelho houve água, pelo menos em uma parte, mas “durante muito tempo”.
O cientista John Grotzinger, do Laboratório de Ciência de Marte da Nasa, concluiu que as fotografias enviadas desde o explorador Curiosity revelam que o planeta foi “habitável”, descobrindo assim um dos principais objetivos da missão.
Grotzinger afirmou que a área onde as fotografias foram tiradas necessita ser estudada com mais atenção, mas assegurou que esse “fluxo de água pôde ser um ambiente habitável”.
As fotos das rochas tiradas pelo robô explorador mostram como as pedras são redondas e a dispersão de cascalho que pode ter sido arrastado pela água ao longo de cerca de 40 quilômetros.

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