sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

EMPRESAS DE ÓLEO DE COZINHA, BATERIAS E FILTROS AUTOMOTIVOS ASSINAM TERMO DE COMPROMISSO PARA COLETA DE RESÍDUOS


 
Associações brasileiras de óleo vegetal, baterias e filtros automotivos assinaram na quinta-feira (20) um termo de compromisso com o governo do estado de São Paulo em que se responsabilizam pela coleta de resíduos de seus produtos nos municípios paulistas.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente do estado, Bruno Covas, a ação demonstra o amadurecimento do setor produtivo, que entendeu a importância de se investir no destino final dos resíduos sólidos. “A gente tinha uma cadeia produtiva linear. O produto era criado, consumido e jogado fora. A gente está, aos poucos, introduzindo uma cadeia produtiva circular. Esse produto, depois de ser utilizado, é reaproveitado e com apoio e financiamento da própria indústria”, declarou.

O termo foi assinado também pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Associação de Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros).

No caso da Abiove, que representa empresas responsáveis pelo processamento e fabricação do óleo de cozinha, haverá ampliação do número de pontos de coleta já existentes, passando dos atuais 800 locais de recolhimento para cerca de 1.000 em todo o estado. Segundo Bernardo Machado Pires, diretor de Sustentabilidade da Abiove, a ideia é aumentar para 900 pontos, em um prazo de dois a três anos, e chegar a 1.000 em, no máximo, quatro anos.

Bernardo destacou também a criação do site www.oleosustentavel.org.br para orientar os consumidores sobre os pontos de entrega mais próximos. “Toda indústria que fabrica produtos que tenham impacto ambiental têm a responsabilidade, compartilhada com os governos, de ajudar a trazer de volta esses resíduos”, disse.

Após a coleta do óleo, organizações não governamentais (ONGs) cadastradas se encarregam do reaproveitamento do material. “O óleo é muito usado para biodiesel, tintas, vernizes e sabão. Tem muitas comunidades que usam esse óleo e até têm um bom retorno econômico. Uma boa alternativa de trabalho e renda para as comunidades mais pobres”, disse Bernardo.

Já a coleta dos filtros automotivos usados, feita pela Abrafiltros, teve início em julho deste ano, como forma de teste, em um grupo de cerca de dez municípios do estado. Segundo João Moura, presidente da associação, o recolhimento tem sido feito nos postos de combustíveis, de onde os filtros são enviados para usinas de processamento. “Lá, sofrem uma lavagem inicial e depois são triturados. A chapa é separada do resíduo do meio filtrante, que são papéis, cola, borracha e plástico que determinados filtros usam. Depois, são compactados e a chapa é enviada para a usina e os resíduos de papel, borracha, plásticos seguem como componente energético em cimenteiras”, disse.

Ao contrário do óleo, que tem custo baixo para reciclagem, os filtros exigem maior investimento das empresas fabricantes. “Para o nosso setor é um custo muito representativo, porque o filtro é um dos poucos que você não pode reaproveitar. O único benefício é para o meio ambiente”, declarou Moura.

André Luis Saraiva, diretor de Responsabilidade Socioambiental da Abinee, informou que, no setor de baterias automotivas, a logística reversa já é uma realidade. “Hoje, esse segmento recicla 98% do volume comercializado”, disse. Segundo Saraiva, sempre que um consumidor vai a uma autoelétrica trocar a bateria do carro, ele entrega o produto antigo ao revendedor que o repassa para a destinação correta.

A importância da assinatura do acordo desta quinta-feira, de acordo com o diretor da Abinee, está na fiscalização do cumprimento da lei. “A Cetesb pode ampliar a sua margem de ver quem não está cumprindo o acordo. As empresas que não estiverem cumprindo sofrerão as sanções que a lei prevê”, disse.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, os próximos setores a adotarem o sistema de logística reversa são o de lâmpadas fluorescentes e de embalagens de alimentos e bebidas. “Vamos chegar em um futuro, espero não muito longe, em que as indústrias que não tiverem o seu plano de logística reversa não vão poder comercializar no estado de São Paulo”, disse.

CHINA DETÉM MIL PESSOAS QUE PREGAVAM O FIM DO MUNDO


 
A profecia maia sobre o fim do mundo em 21 de dezembro ainda causa estragos mundo afora. Quase mil pessoas foram detidas pela polícia chinesa numa campanha contra as seitas que defendem que o mundo acabará nesta sexta-feira.
A maioria das detenções aconteceu na província de Qinghai, na parte oeste do país, mas nesta quinta também houve detenções em Pequim. Na capital, 17 pessoas foram presas por "divulgarem rumores sobre um iminente apocalipse no dia 21 de dezembro", informou a agência de notícias "Xinhua".
O foco das ações estão voltados principalmente contra uma seita cristã denominada "Igreja de Deus Todo-Poderoso", conhecida há duas décadas na China. A seita afirma que a escuridão reinará sobre o planeta amanhã.
O "culto maligno", como denominam as autoridades chinesas, promete a salvação aos que se unam à organização (que pede que os fiéis entreguem seus pertences). Antes, a seita assegurava que a segunda chegada do Messias seria na China, e que a escolhida seria uma mulher.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ÁRVORES DA AMAZÔNIA PODEM RESISTIR A AQUECIMENTO DA TERRA, DIZ ESTUDO

 
Análise genética feita em árvores por pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido aponta que muitas espécies existentes na Amazônia continental conseguiriam sobreviver aos efeitos mudança climática causada pela atividade humana, aponta estudo divulgado nesta quinta-feira (13) no periódico científico “Ecology and Evolution”.
Um sequenciamento genético feito em espécies de árvores encontradas no bioma conseguiu detectar mutações que datam de 8 milhões de anos. Tais evoluções encontradas indicaram que as árvores sobreviveram a períodos anteriores com alta temperatura global, comparados àqueles que podem ser registrados futuramente no planeta devido às emissões de gases-estufa – conforme previsão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).
No entanto, incêndios florestais provocados e a superexploração de recursos naturais ameaçam o futuro do bioma, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km² e abrange nove países da América do Sul (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela).
De acordo com pesquisadores, durante o período Mioceno (entre 11,5 milhões a 5,3 milhões de anos atrás) as temperaturas que atingiram a região amazônica se aproximavam à projeção do IPCC para 2100, utilizando o pior cenário de fortes emissões de carbono.
Relatório do grupo divulgado em 2007 aponta para uma alta de 6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis (pior cenário).
Isso poderia causar secas extremas no bioma e um fenômeno chamado de savanização, quando a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro.
Maior Proteção Contra Ação Humana – Os cientistas analisaram 12 espécies de árvores existentes em regiões do Panamá e Equador. Além disso, foram usadas amostras encontradas no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Bolívia.
Christopher Dick, autor do estudo e professor da Universidade Michigan, nos EUA, afirma que a pesquisa fornece evidências de que as árvores da Amazônia que já enfrentaram temperaturas altas podem até tolerar, a curto prazo, mudanças ambientais futuras
No entanto, Simon Lewis, University College London e da Universidade Leeds, ambas britânicas, que também participou do estudo, adverte que a sobrevivência dessas espécies às alterações climáticas dependerá de uma maior proteção da floresta, que enfrenta forte influência humana – o que não acontecia há milhões de anos. Por conta disto, pede uma maior política de conservação para combater o desmatamento voltado à agricultura ou mineração.
“Nós também precisamos de ações mais agressivas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com o intuito de minimizar o risco da seca e impactos das queimadas, além de garantir o futuro da maioria das espécies amazônicas”, explica o pesquisador em comunicado.
Desmate avança na Amazônia Sul-Americana em 10 anos – Entre 2000 e 2010, a Amazônia continental perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha, de acordo com dados reunidos pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciadas (RAISG), divulgados por 11 organizações não governamentais.
É como se, em 11 anos, “sumisse do mapa” área equivalente a quase seis vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Os números integram o documento “Amazônia sob pressão”, que reúne informações sobre a degradação registrada ao longo da última década na região englobada pelo bioma.
No período, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico).
Apesar do número alto, nos últimos anos o Ministério de Meio Ambiente tem divulgado redução na degradação da Amazônia Legal (que abrange nove estados do país). No fim de novembro, o governo divulgou que o desmatamento teve o menor índice desde que foram iniciadas as medições, em 1988.
De acordo com dados do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve a perda de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice é 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²).
Ameaças e Pressões – Sobre a influência humana na floresta amazônica, o documento divulgado por ONGs afirma que todas as sub-bacias do bioma foram afetadas por algum tipo de ameaça ou pressão – construção de estradas, exploração de petróleo e gás, construção de hidrelétricas, implantação de garimpos para mineração, desmatamento e queimadas.
Amazônia tem 15% de sua área com potencial petrolífero, diz estudo
Em relação à construção de estradas, o documento diz que planos para conectar os oceanos Atlântico ao Pacífico aceleram a pressão sobre a Amazônia, e que o Peru e a Bolívia são os países que detêm o maior número de rodovias construídas no meio da floresta.
O relatório aponta também que em toda a Amazônia existem 171 hidrelétricas em operação ou em desenvolvimento, além de 246 projetos em estudo. No caso da mineração, as zonas de interesse somam 1,6 milhão de km² (21% do território do bioma), em especial na Guiana. Sobre a exploração de petróleo e gás, atualmente existem 81 lotes sendo explorados, mas há outros 246 que despertam interesse da indústria petrolífera.
Referente às queimadas, o relatório diz que o sudeste da Amazônia, entre o Brasil e a Bolívia, concentra a maior quantidade de focos de calor – a região recebe o nome de “arco do desmatamento”. Esta faixa territorial vai de Rondônia, passando por Mato Grosso, até o Pará. 

CÉLULAS DO CORAÇÃO DE COBAIAS VIRAM MARCA-PASSOS NATURAIS, DIZ ESTUDO

 
Cientistas americanos converteram células musculares do coração de roedores em células especializadas que controlam os batimentos cardíacos desses animais. O estudo foi publicado online neste domingo (16) na revista “Nature Biotechnology”.
Se o trabalho dos pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, na Califórnia, puder ser otimizado e adaptado para os seres humanos, haveria uma alternativa futura aos atuais marca-passos eletrônicos.
A equipe do autor Eduardo Marbán testou quatro genes que, durante o desenvolvimento embrionário, são extremamente importantes para a formação natural das células que controlam as pulsações. Um deles, chamado Tbx18, foi transferido para as células do coração das cobaias por meio de um vírus inativado e conseguiu converter as células da fibra muscular cardíaca – os cardiomiócitos – em marca-passos funcionais.
O pequeno grupo de células que naturalmente coordenam os batimentos do coração está localizado no nó sinusal ou sinoatrial, uma estrutura que fica na união do átrio direito com a veia cava superior. É lá que os batimentos cardíacos se originam.
Nesse local, há cerca de 10 mil células genuínas de marca-passo e, embora o número pareça grande, ele representa apenas 0,0001% das 10 bilhões de células do coração de um mamífero adulto.
Se a função dessas células diminui, por causa de fatores como envelhecimento ou doenças genéticas, as batidas começam a se tornar mais lentas ou fora de sincronia, levando-as ao colapso e à incapacidade de manter a pessoa viva. Atualmente, porém, o único tratamento disponível é a implantação cirúrgica de um marca-passo artificial, dispositivo que tem um alto custo envolvido.

TURISMO DEVE LEVAR HOMEM DE VOLTA À LUA ANTES DO PREVISTO

 
 
Um anúncio nos últimos dias surpreendeu especialistas do setor aeroespacial. Em um momento de cortes drásticos no orçamento da agência espacial americana, a empresa Golden Spike Company, baseada no Colorado (EUA), apresentou plano para levar turistas à Lua até 2020.
Em entrevista ao Terra, o porta-voz da companhia, Robert Block, revelou que a startup buscará vender esse voos à Lua com satélites e outros instrumentos que já existem, comercializando apenas a execução do voo em si. “Os governos fazem missões científicas com robôs. Eles podem fazer o mesmo com pessoas a um preço mais baixo. É um mercado que está aí, e nosso projeto não é de engenharia – é de operação”, conta Block.
Para Nigel Bannister, astronauta e professor do Departamento de Astronomia e Física da Leicester University, não se trata de um blefe da Golden Spike. Conforme o pesquisador, a empresa foi fundada por Alan Stern, ex-oficial da Nasa, e Gerry Griffin, ex-diretor do Johnson Space Center da agência espacial americana, nomes com credibilidade no campo. “São funcionários de carreira da Nasa que não querem se queimar”, explica.
Bannister, no entanto, acredita que o anúncio de que chegariam antes de 2020 é um pouco otimista. “Existe uma grande dificuldade em levantar o dinheiro para isso. A China, que investe bilhões em futuras missões para a Lua, está prevendo uma chegada em 15 a 20 anos”, descreve o professor universitário, que prevê uma onda de dinheiro privado e terceirização no setor devido aos cortes na Nasa protagonizados pelo presidente Obama e o fim do programa Constellation.
Popularização Espacial – Criador dos jogos de fantasia Ultima e Ultima Online, que revolucionaram o RPG em computador, Richard Garriott gastou boa parte de sua fortuna para viajar ao espaço. Em outubro de 2008, Garriott embarcou na espaçonave Soyuz TMA-13 para chegar à Estação Espacial Internacional. Assim, tornou-se o sexto cidadão privado a voar na órbita da Terra. Com o feito, seguiu os passos de seu pai, Owen Garriott, que completou duas missões espaciais em sua carreira como astronauta da Nasa. Atualmente, o desenvolvedor de jogos e vice-presidente do Conselho da Space Adventures, que vende voos tripulados na órbita do planeta, é um entusiasta da privatização das missões para fora da Terra.
Órbita da Terra ou Polo Sul? – De acordo com Garriot, um bom exemplo de ganho de eficiência se observa no programa espacial da Rússia, quase totalmente privatizado e 10 vezes mais barato do que o americano. “Em missões iguais levando robôs, o custo da Nasa é de centenas de milhões de dólares, enquanto que, na Rússia, a mesma coisa custa dezenas de milhões”, calcula.
O desenvolvedor de games projeta que os investimentos privados para as missões espaciais devem popularizar as missões turísticas, científicas e comerciais. “Há muitas e muitas empresas da área biológica que podem lucrar com isso. O desenvolvimento de vacinas pode ser beneficiado. Acredito que, nos próximos anos, será tão popular ir ao espaço quanto ir ao Polo Sul em missões científicas”, afirma.
Apesar dessa forte crença no empreendedorismo, Garriot acredita que as missões à Lua continuarão a ser muito caras nos próximos anos e que o investimento será mais segmentado a companhias que se interessem por minério.
Quanto Custa ? – Por enquanto, o turismo espacial ainda é para poucos. Um voo turístico para o espaço custa atualmente US$ 200 mil, segundo a Virgin Galactic (braço do conglomerado Virgin Corporation), que já comercializou passagens para 550 pessoas em voos sub-orbitais. As viagens levam aproximadamente duas horas da decolagem à aterrissagem. Os primeiros voos, no entanto, estão agendados para saírem apenas no fim de 2013.
Mas, conforme Garriott, dinheiro não é o único entrave para quem decide se aventurar no espaço. Sua empresa, a Space Adventures, vendeu, em 2011, uma passagem para a atriz e cantora britânica Sarah Brightman, que deve embarcar apenas em 2013. “Se você perguntar na rua, 80% das pessoas querem ir, mas o problema é tempo e dinheiro. Existe toda uma preparação e um treinamento que deve ser seguido à risca por segurança. As pessoas que podem pagar normalmente não têm esse tempo”, disse.
Garriott também é curador de um outro projeto no setor, o Google Lunar X Prize, uma parceria do gigante de buscas com a Shell para oferecer US$ 30 milhões a empresas que consigam levar um robô à Lua com 90% de investimento privado. “Está sendo incentivada uma maior eficiência no setor com esses investimentos e terceirizações. O Lunar X Prize ainda consegue aumentar a descentralização dos programas espaciais, possibilitando que mais coisas aconteçam também na Europa”, opina o professor Bannister.
Enquanto empreendedores de todo o mundo se mobilizam para popularizar as viagens espaciais, há uma crescente preocupação entre os críticos americanos. O temor é de que a terceirização do programa espacial dos Estados Unidos os leve a perder a liderança no setor para outros países. Paradoxalmente, à medida que o orçamento da Nasa diminui, mais gente vislumbra uma viagem à Lua.