segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CELULARES PODEM GANHAR TELA COM CÉLULA SOLAR

Um pesquisador do Centro de Nanotecnologia de Londres desenvolveu uma solução que poderá resolver o problema da curta vida útil das baterias de celular: embutir células solares na tela dos aparelhos.
Segundo o pesquisador, Arman Ahnood, somente 36% da luz produzida pelos displays OLED é projetada e o restante é desperdiçado. E esta sobra que “vaza” pelas bordas do visor pode ser aproveitada com células solares, embutidas dentro da própria tela.
O sistema desenvolvido pelo pesquisador atualmente tem uma eficiência de 11%, produzindo um total de 5 miliwatts (mW) em um dispositivo com tela de 3,7 polegadas, mas ainda é inferior ao que um smartphone necessita.
Segundo pesquisas, um smartphone comum utiliza até centenas de miliwatts e até 68.6 miliwatts em um estado suspenso. Mas Ahnood afirma que a eficiência pode aumentar significativamente, ao ponto onde o sistema possa ampliar a vida da bateria em algumas horas.
O próximo passo das pesquisas será utilizar novos designs e materiais para que a eficiência energética chegue até 90%, o que já permitiria estender a vida útil da bateria em uma única recarga.
 

PESQUISA AVALIA REGENERAÇÃO DE DENTES A PARTIR DE CELULOSE BACTERIANA

Um estudo realizado por uma doutoranda do Instituto de Química, IQ, câmpus de Araraquara, da Universidade Estadual Paulista , Unesp, avalia a utilização de um material feito a partir de celulose bacteriana para a regeneração dentária.
A pesquisa da cirurgiã-dentista Sybele Saska, utiliza a celulose da bactéria Acetobacter xylinum, um microorganismo encontrado em frutas e legumes em decomposição.
O material pode recuperar tecidos ósseos em um período de 7 a 15 dias, o tempo varia de acordo com o tamanho do dano. A capacidade regenerativa foi comprovada por testes in vitro e por um ensaio piloto com coelhos.
O produto levou cerca de um ano e meio para ser produzido e teve sua patente depositada em maio do ano passado, com o apoio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp.
A membrana é composta, além da celulose bacteriana, por colágeno, um mineral que compõe o esmalte do dente, chamado de hidroxiapatita e peptídeos sintéticos, que são sequências de aminoácidos. Os peptídeos utilizados na pesquisa são capazes de regular o crescimento ósseo e contribuem com a regeneração.
“Essa inédita combinação traz uma nova perspectiva para o processo de regeneração de tecido ósseo”, explicou a pesquisadora. Segundo ela, apenas defeitos ósseos pequenos podem ser tratados com esse tipo de material.
A pesquisa foi premiada durante a 88ª Sessão Geral da Associação Internacional de Pesquisa Dentária, em julho de 2010, em Barcelona, na Espanha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ESTADOS UNIDOS COLOCAM MAIS FRUTAS E LEGUMES NA ALIMENTAÇÃO DAS ESCOLAS

Estudantes norte-americanos, acostumados a uma alimentação a base de pizza e batata frita, vão encontrar mais frutas, vegetais e grãos integrais na hora do almoço nas escolas, segundo novas regras do governo anunciadas nesta quarta-feira (25).
As novas regras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) visam a aumentar a qualidade nutricional das refeições fornecidas pelo Estado e consumidas por cerca de 32 milhões de crianças em idade escolar.
As regras representam a primeira revisão importante dos padrões de refeições escolares em mais de 15 anos e têm por objetivo combater a crise de obesidade infantil do país — quase um terço das crianças nos EUA está acima do peso ou obesa.
A reforma acontece poucos meses depois de parlamentares norte-americanos protegerem o status da pizza como um “vegetal” e descartarem os limites propostos em porções semanais de legumes ricos em amido, como as batatas.
Além das porções duplicadas de vegetais, a nova guia pede que se sirva apenas leite desnatado ou semidesnatado, tamanhos de porções apropriados para crianças e que haja uma redução de sódio, gordura saturada e gordura trans nos alimentos servidos.
As regras estão no Ato de Crianças Livres da Fome e Saudáveis, que foi defendido pela primeira-dama Michelle Obama. O presidente Barack Obama aprovou a medida no final de 2010.
As novas normas serão implementadas em fases ao longo do tempo, começando no ano escolar de 2012-2013. Estima-se que seu custo de implementação seja de cerca de 3,2 bilhões de dólares nos próximos cinco anos, a começar no ano escolar de 2012-2013.
Os legisladores alteraram as regras de almoço nas escolas em novembro, quando impediram o USDA de limitar as porções semanais de batatas fritas e garantiram que pizza contava como uma porção de vegetal por causa do molho de tomate.
Associações comerciais representando os vendedores de pizza congelada ConAgra Foods e Schwan Food, assim como os vendedores de batata frita McCain Foods e J.R. Simplot, foram fundamentais no bloqueio de mudanças às regras que afetavam esses.

FIMOSE


O Que é?
O pênis é composto por corpo e glande.
O corpo do pênis é a parte pendente do órgão, tendo na sua extremidade a glande, popularmente chamada de “cabeça” . O corpo do pênis contém os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso que envolve a uretra. Os corpos cavernoso e esponjoso são tecidos eréteis.
Na extremidade do pênis, o corpo esponjoso se dilata formando a glande na qual se encontra a extremidade final da uretra e o meato uretral (orifício uretral).
A pele envolve o pênis, sendo que, ao chegar perto da glande, ela se destaca e avança por sobre a glande, constituindo o prepúcio. O prepúcio é retrátil, ou seja, quando tracionado, expõe a glande. A incapacidade de expor a glande ao se tracionar o prepúcio é chamada de fimose.
A fimose é fisiológica (normal) em recém-nascidos, devido a aderências naturais entre o prepúcio e glande. Com o crescimento do pênis, ocorre uma separação natural entre o prepúcio e a glande.
Esse processo é ajudado por ereções que ocorrem ocasionalmente nas crianças maiores. Aos 3 anos de idade, 90% dos prepúcios podem ser retraídos e menos que 1% dos homens tem fimose aos 17 anos.
Como se Trata?
A separação entre a glande e o prepúcio deve ocorrer ao natural.
Tentativas de forçar o prepúcio nesta separação podem levar a pequenos traumatismos locais com formação de tecido cicatricial. Este tira a elasticidade do prepúcio levando à piora da fimose ou à formação de uma fimose secundária.
Em crianças maiores (4-5 anos), nas quais a fimose possa estar causando problemas de higiene, com conseqüente balano-postite (inflamação da glande e prepúcio), pode-se aplicar cremes com corticóides a fim de facilitar a tração do prepúcio.
Nos casos resistentes aos cremes, o tratamento cirúrgico está indicado.
Em muitos casos, o prepúcio é demasiadamente fechado sobre a glande interferindo no jato de urina. Uma espécie de “balão” se forma na ponta do pênis originado pelo prepúcio dilatado pela urina. A obstrução formada pode levar à infecção local como também à infecção urinária. A cirurgia – circuncisão – deve ser considerada nestes casos.
Circuncisão
A circuncisão, também chamada de postectomia, é a retirada do prepúcio que envolve a glande, deixando-a exposta. É realizada de rotina por algumas religiões (judeus e muçulmanos).
A indicação de circuncisão em recém-nascidos, visando prevenir câncer, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e balano-postite, é tema de controvérsia.
No caso de câncer peniano, verificou-se que somente 2% dos homens com carcinoma peniano haviam sido circuncizados por ocasião do nascimento.
Entretanto, sabe-se atualmente que não é a presença de prepúcio a origem da neoplasia, mas sim dos hábitos de higiene genital dos indivíduos.
Em 1989, a Academia Americana de Pediatria concluiu que:
“... A circuncisão em recém-nascidos tem potenciais benefícios médicos com vantagens, mas também com desvantagens e riscos”.
Estas conclusões foram reafirmadas recentemente. Além disso, cada caso deve ser individualizado e uma discussão com os pais deve ser efetuada.
A circuncisão apresenta uma média de 1,5 a 5% de complicações tais como:

Sangramento,

Infecção,

Estreitamento de meato uretral,

Retirada excessiva ou insuficiente do prepúcio,

Assimetria prepucial.
Lesões graves de pênis pelo eletrocautério também foram relatadas.