terça-feira, 10 de abril de 2012

AMAZÔNIA LEGAL TEM 188% DE SEU TERRITÓRIO DESMATADO APENAS NO 1° TRIMESTRE


Na última quinta-feira (5), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou dados sobre o desmatamento na Amazônia Legal. De acordo com o levantamento, no período entre janeiro e março deste ano, o desmatamento na região apresentou crescimento de 188% em comparação ao mesmo período de 2011, o que representa a perda de 389 quilômetros quadrados (km²) da cobertura florestal.
Somente no mês de fevereiro foram desmatados na Amazônia Legal do Estado 281,56 km². Já o segundo colocado da lista, o Estado do Pará, desmatou no mesmo mês 12,11 km².
Em Mato Grosso, cerca de 637 quilômetros quadrados de floresta foram desmatados entre agosto de 2011 e março de 2012. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 96% na devastação da cobertura vegetal no Estado, quando foram desmatados 325 km². O MMA alegou que a tendência é que Estado encerre 2012 com uma taxa de desmatamento inferior a de 2011.
O alto índice de desmatamento na Amazônia Legal até o momento, segundo o Ministério, está relacionada às condições de visibilidade dos satélites, pois o excesso de nuvens teria prejudicado os números de 2011.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, os números absolutos para esta região não chegam a ser relevantes. “Mesmo assim, o resultado chamou a nossa atenção e já estamos em campo, com a Polícia Federal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para detectar o perfil desse desmatamento”, afirmou.
A ministra informou ainda que segundo pesquisas dos profissionais que vão a campo, diversos proprietários das áreas afetadas dizem desmatar porque acham que a aprovação do novo Código Florestal pode anistiá-los. Para outros, o Ibama não tem mais competência para fiscalizar e aplicar multas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

BRASIL TEM PELO MENOS 250 NOVAS ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO


O Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas na última década. Os dados, ainda preliminares, são da lista da fauna em risco que o ICMBio (Instituto Chico Mendes) prepara para o fim de 2014.
A nova lista é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em uma década.
A anterior, publicada em 2004 pelo Ibama, indicava que 627 das cerca de 1.300 espécies avaliadas de anfíbios, répteis, peixes, aves, mamíferos e invertebrados estava sob algum grau de ameaça.
O status de ameaça de extinção é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
São elas “vulnerável”, “em perigo”, “criticamente em perigo”, “extinto na natureza” e “extinta”, de acordo com diversas medições do tamanho das populações e do grau de fragmentação dos habitats.
Uma instrução normativa publicada na última segunda-feira (3/4) no “Diário Oficial da União” determina uma mudança de estratégia na elaboração da próxima lista: a anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial.
“As listas eram encomendas à Biodiversitas com um prazo de desenvolvimento previamente estabelecido e nunca superior a 12-24 meses e com orçamento limitado”, diz Gláucia Drummond, superintendente da fundação. “Nessas condições, não era possível avaliar todas as espécies de um dado grupo.”
“Isso era tendencioso, porque a gente já sabe que vai ter vulnerabilidade”, disse à Folha Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes.
Salto - A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça.
Isso fará com que o número de espécies avaliadas salte de 1.300 para 10 mil. Até agora só se avaliou 28% desse total. Daí a queda aparente na proporção de ameaçadas (de 50% para 15%).
Vercillo diz, porém, que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano.
“O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas”, afirma.
Um caso que o ICMBio considera preocupante é o dos tubarões. Das 169 espécies brasileiras, duas são consideradas “regionalmente extintas” e 60 estão sob ameaça.
Outro motivo de preocupação é o impacto do aumento da construção de hidrelétricas sobre os peixes.
“Existe [hoje] uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos”, diz Vercillo.
Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria.
Outras tiveram seu grau de ameaça reduzido, como a arara-azul-de-lear, caso citado por Drummond.
Segundo a bióloga, esforços de conservação no norte da Bahia, habitat da ave, aumentaram o número de indivíduos na natureza. “É provável que sua categoria seja reavaliada, passando de ‘criticamente em perigo’ para ‘em perigo’”, diz Drummond. Um alívio.

sábado, 7 de abril de 2012

GRIPE SUÍNA PODE SER RESPONSÁVEL PELA MORTE DE DOIS ÍNDIOS YANOMAMI EM RORAIMA


Autoridades de saúde investigam casos de gripe aguda entre índios Yanomami, em Roraima. Nos últimos dez dias, dois índios, um bebê e um adulto, morreram em decorrência de uma síndrome respiratória aguda, com sintomas característicos da influenza A (H1N1) – gripe suína. Apesar da suspeita, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou que ainda não é possível dizer se os casos são de gripe suína. O laboratório central de Boa Vista está analisando 40 amostras colhidas nas aldeias.
Os índios com sintomas de gripe estão sendo tratados com o remédio Tamiflu, o mais usado contra o vírus Influenza H1N1. Os doentes em estado mais grave estão sendo transferidos para hospitais da capital de Roraima e para Casa de Assistência Indígena (Casai). De acordo com a secretaria, nesta época do ano aumenta o número de casos de gripe na região.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe comum, incluindo a gripe suína, começa no dia 5 maio. Os indíos fazem parte do público-alvo, junto com idosos (a partir de 60 anos), crianças de 6 meses a 2 anos de idade, gestantes e profissionais de saúde.
No último dia 3, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação judicial para obrigar a Sesai a regularizar o fornecimento de remédios às casas de apoio aos índios Yanomami em Roraima. De acordo com o MPF, há pacientes internados na Casai por mais de seis meses e que não têm alta por falta de remédios para prosseguir com o tratamento. 

CRATERAS ACHADAS EM MARTE INDICAM ANTIGOS RESERVATÓRIOS DE ÁGUA


A Agência Espacial Europeia (ESA) informou nesta quinta-feira (5) que descobriu nas encostas de um dos maiores vulcões de Marte ‘buracos em cadeia’ que, dependendo de sua origem, podem ser ‘peças interessantes’ na busca de vida microscópica fora da Terra.
As fotografias foram feitas em junho na região de Tharsis, caracterizada por três grandes vulcões, revelaram uma série de depressões circulares. Para a agência, a suposição mais interessante seria se essas cavidades tivessem sido criadas por água subterrânea, como ocorreu na península mexicana do Yucatán nos famosos ‘cenotes’, depósitos formados pelo desmoronamento dos tetos das cavernas e a dissolução da rocha.
Outra possibilidade é que as deformações tenham ocorrido com a queda do teto de antigos túneis formados por rios de magma que circulavam sob uma lava já solidificada na superfície, tornando os locais ocos.
A ESA considera que na busca de vida microscópica a primeira hipótese é a mais promissora. Isso porque, no caso de haver alguma estrutura similar a uma caverna intacta associada a esses buracos, os microorganismos poderiam ter sobrevivido protegidos das duras condições da superfície.
No entanto, a agência não descartou que se trate de simples sulcos na crosta de Marte, nas quais podem se formar as cavidades descobertas.
De qualquer maneira, a descoberta das marcas mostra ‘muitas semelhanças entre os processos geológicos da Terra e Marte’, fazendo com que a descoberta se transforme em objeto de estudo para posteriores missões.