sábado, 7 de abril de 2012

NASA ESTENDE MISSÕES DE TELESCÓPIOS ESPACIAIS


As escolhidas foram a sonda Kepler e o telescópio espacial Spitzer, da parte dos EUA, e a sonda Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), como resultado de um relatório lançado pela agência espacial neste ano.
“Isso significa que os cientistas podem continuar usando as três sondas para estudar tudo, desde o nascimento do universo com a Planck, e as galáxias, estrelas, planetas, cometas e asteróides com a Spitzer, enquanto a função da Kepler que é determinar qual a porcentagem de Sol visto como estrelas são potencialmente habitáveis na Terra como planetas”, disse Michael Werner, cientista-chefe de Astronomia e Física no JPL.
A prorrogação dos trabalhos da Kepler foi aprovada para até 30 de setembro de 2016. A extensão oferece mais quatro anos para encontrar planetas planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis, isto é, em regiões do sistema planetário onde possam existir água líquida na superfície da órbita do planeta, em torno de estrelas como o Sol na nossa galáxia.
A Spitzer, lançada em 2003, teve mais dois anos prorrogados de sua missão. Em todo esse tempo a sonda continua a oferecer a comunidade astronômica suas únicas imagens infravermelhas. Entre os seus muitos deveres durante a missão, o observatório está sondando as atmosferas de planetas além do Sol e investigam o brilho de algumas das galáxias mais distantes já conhecidas.
Já a missão Planck vai ser financiada pela Nasa por mais um ano. Lançada em 2009, a sonda está, desde então, recolhendo informações do universo a partir da explosão do bing bang. O grande objetivo da missão é dar pistas sobre a origem, evolução e destino do universo. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BUROCRACIA IMPEDE FIM DOS LIXÕES


O excesso de burocracia é um dos principais entraves que impedem o cumprimento da determinação de acabar com os lixões até 2014, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A reclamação dos prefeitos é que o prazo é apertado para cumprir todas as exigências previstas na lei. O prefeito de Paranaguá (PR), José Baka Filho, disse que a cidade aguarda há seis anos a liberação de recursos para a construção de um aterro sanitário. “O lixão é uma chaga, uma doença enorme dentro da cidade. Além dos problemas de ordem ambiental, nos deparamos com os problemas de ordem burocrática”.
Além de determinar o fim dos lixões em todo o país, a nova legislação prevê a redução gradual do volume de resíduos sólidos recicláveis que ainda são enviados aos aterros. A ideia é que, cada vez mais, esse material seja encaminhado para tratamento e reciclagem adequados.
A secretária de Meio Ambiente de Mesquita (RJ), Kátia Perobelli, reclama que, além da burocracia, há o alto custo para construir um aterro sanitário. Em Mesquita, a coleta seletiva de lixo é feita desde 2005, em parceria com cooperativas de catadores. “Os municípios não vão conseguir cumprir o cronograma da lei. Em Mesquita, temos sete anos de programa e, hoje, só consigo enviar 1,6% do lixo reciclável da cidade para as cooperativas”, explicou.
A lei também determina que, até agosto, os municípios iniciem seus planos de gestão de resíduos sólidos. “Só receberão recursos os municípios que tiverem, pelo menos, iniciado a elaboração de seus planos”, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa. 

VÍRUS DA DENGUE PODE TORNAR SANGUE HUMANO MAIS ATRAENTE PARA MOSQUITOS, DIZ ESTUDO


Uma pesquisa aponta que o vírus da dengue pode tornar os mosquitos ainda mais sedentos por sangue humano.
Cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA, descobriram que o vírus alteraria a produção de proteínas, codificadas por 147 genes diferentes do mosquito.
Algumas dessas mudanças parecem ter tornado as antenas dos mosquitos mais sensíveis a odores, o que ampliaria a eficiência dos insetos em “caçar” humanos, o único hospedeiro mamífero do vírus. Outras alterações nos genes das glândulas salivares também tornariam mais fácil para o vírus entrar na saliva do mosquito e ficar pronto para ser injetado na corrente sanguínea quando o inseto pica uma pessoa.
Os testes foram feitos com um chip de DNA. Pedacinhos do DNA do Aedes aegypti foram colocados em uma placa de vidro, onde os cientistas verificaram quais genes do mosquito estavam ativos. Mas, quando os pesquisadores tentaram replicar o resultado em mosquitos vivos, não conseguiram provar que os insetos estavam com mais fome.
“Já que não podemos infectar humanos para nossos experimentos, achamos que é um problema com o modelo”, diz George Dimopoulos, autor principal do novo estudo.
No modelo do laboratório, mosquitos beberam sangue infectado de uma membrana e tiveram camundongos a disposição para picar. “Mosquitos se alimentam de outros animais se estiverem com fome, mas eles não são um de seus pratos favoritos”, disse Dimopoulos.
Quase 100 milhões de pessoas são infectados com dengue todos os anos. Cerca de 15 mil morrem por causa da doença anualmente, e a maioria são crianças, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Não há vacina ou cura.

domingo, 1 de abril de 2012

CACAU VIRA ‘ARMA’ DA AGRICULTURA CONTRA DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA



O cacau, original da Amazônia e que prosperou em outras terras brasileiras, foi reintroduzido na região amazônica por agricultores interessados em melhorar sua renda e reflorestar áreas devastadas.
A planta que dá origem ao fruto, matéria-prima do chocolate, cresce com facilidade na floresta e gera um alto lucro financeiro, motivo pelo qual se transformou em alternativa para os produtores que antes destruíam a Amazônia para aumentar os pastos para a criação de gado.
“Vimos que a pecuária não era viável porque tínhamos que queimar mais floresta para manter a produção. O cacau nos oferece hoje uma renda maior que o gado”, disse Altamiro Pereira Lorenzo, que há dez anos semeou 3 mil plantas de cacau em sua propriedade de 62 hectares no município de São Félix do Xingu, estado do Pará.
A substituição de gramados por cacau foi rápida em São Félix, que além de ter o maior rebanho bovino do país, com dois milhões de cabeças de gado, é considerado o maior destruidor da Amazônia por ter devastado 10.110 km² de floresta nos últimos dez anos.
A produção do fruto na cidade passou de 350 toneladas em 2005 para 1.500 toneladas em 2010, segundo dados oficiais. O fato faz do município como o segundo maior produtor do país.
No bom caminho – Outros municípios seguiram o mesmo caminho e o Pará se consolidou como um dos grandes produtores com uma colheita que no ano passado foi de 63.739 toneladas, equivalente a 25,7% do total nacional. Em primeiro lugar se mantém a Bahia, estado do nordeste, com 154.634 toneladas (62,3% da produção nacional).
Além de ser uma planta nativa, o cacau cresce na sombra, motivo pelo qual os agricultores o semeiam no meio de árvores típicas da Amazônia, como o mogno, o que garante a preservação da floresta.
“As condições de solo e clima na Amazônia são apropriadas para o cacau. Os estudos indicam que os cultivos mais próximos da linha do Equador produzem o cacau com as características mais apreciadas pela indústria”, diz um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma organização que lidera projetos de desenvolvimento sustentável na região.
O Imazon iniciou um projeto para certificar a produção sustentável de cacau dos associados da Cooperativa Alternativa dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos de São Félix (Cappru).
“A Amazônia produz basicamente matérias-primas da floresta. Ter em São Félix uma das mais organizadas cooperativas de produtores de cacau (Cappru) nos levou a pensar um projeto para melhorar a produção e agregar valor”, explicou Mireya Sandrini, diretora do Fundo Vale, entidade patrocinada por empresas como a mineradora Vale e que financia o projeto do Imazon.
Produtividade – Segundo o presidente da Cappru, Iron Eterno de Faria, a produção da cooperativa passou de 400 a 940 toneladas entre 1997 e 2011, e quase toda esta quantidade é vendida à multinacional Delfi.
Para a Cappru, a maior vantagem do cacau da Amazônia é seu baixo custo de produção, já que não se gasta nada em adubos nem produtos químicos para atacar pragas como a ‘vassoura de bruxa’, que dizimou as plantações da Bahia. No entanto, o cacau atrai os macacos, que chegam a comer a metade da produção em alguns locais.
No início, os produtores espantavam os animais a tiros, mas um agricultor especialista ensinou outra técnica: esfregar algo picante nos frutos ao alcance dos macacos. “Eles nunca mais aparecem”, diz Faria.
Segundo Francisco Fonseca, coordenador de produção sustentável da organização The Nature Conservancy (TNC) na Amazônia, em São Félix podem ser plantados até 50 mil hectares com cacau. “O limite não é a área, mas a quantidade de sementes”, diz Fonseca, para explicar que no país só estão disponíveis 1,5 milhão de sementes de qualidade e resistentes a pragas.
Ele acrescenta que a multinacional Cargill, maior compradora de cacau no Brasil, está interessada em oferecer financiamento e assistência técnica aos agricultores de São Félix em troca que a produção seja vendida exclusivamente a ela. 

GÊMEAS RARAS COMPLETAM 7 ANOS NA PRÓXIMA SEMANA

                                                            Kian e Remee com 1 ano

As gêmeas Kian e Remee são uma raridade genética. Nascidas com apenas um minuto de diferença, em 7 abril de 2005, as irmãs inglesas são fisicamente muito diferentes. Kian tem a pele negra, cabelos e olhos castanhos e Remee é loira, de olhos azuis e tem a pela branca. A probabilidade de isso acontecer com gêmeos filhos de pais mulatos é de uma em um milhão! Tanto Kylee Hodgson, quanto Remi Horder, os pais das meninas, têm mães brancas e pais negros.

Próximo ao aniversário de 7 anos das meninas, os pais disseram ao jornal Daily Mail que a vida das meninas vai muito bem, obrigada! "Elas não se preocupam com a cor de suas peles. Isso não é um problema, como todo mundo costuma achar que é", disse a mãe. As meninas são muito unidas e, ao contrário do que parece, têm muito em comum. "Elas tem uma afinidade meio intuitiva e fazem tudo juntas: dançam, cantam, leem e até espirram juntas, às vezes! A primeira palavra das duas foi a mesma e ao mesmo tempo: suco! Mas é claro que elas também têm interesses diferentes: enquanto Kian adora animais, Remee gosta de culinária", contou Kylee.